Na plenitude do sonho, acordou. Eram cinco da manhã, abandonou o hotel. Deixando-se levar por sua excepcional capacidade para afundar, sentiu-se a própria Atlântida, no breve espaço de uma noite, tremendo em meio a terremotos e inundações e, sem mais ouvir a estranha sardana, iniciando sua última descida, numa imersão muito vertical, afundando em sua própria vertigem, chegando ao país onde as coisas não têm nome e onde não existem deuses, não existem homens, não existe mundo, só o abismo do fundo.

— Finalmente — murmurou Mayol.

finalmente.

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